O último Grupo do 2º Split foi o mais disputado da Fase de Grupos. No mesmo Grupo estavam rivais declarados, veteranos da competição conhecendo o novo formato e equipes de muito talento. Pioneiros de Hearthstone no Brasil, os jogadores contam a satisfação de protagonizar a fortificação do cenário universitário, e como é importante que ele seja apoiado.

Nessa última reportagem, conheça os times que fecharam a Fase de Grupos com chave de ouro!

A Atlética CAASO USP mostrou a força do interior paulista em Hearthstone. Passando invicta pelo Grupo, a dupla Gustavo “Tenzou” Monteiro e Thales “Gattuzo” Pasqual surpreendeu seus oponentes com uma line-up de cartas poderosa e certeira. Tenzou, já veterano do TUES, conheceu Gattuzo na seletiva da CAASO para o 2º Split e logo passaram a se falar todos os dias. Tenzou conta que, além de treinar com o amigo, ele treina semanalmente com o time de esports Fire Dragons, do qual participa.

“Eu faço parte de um time de esports, o Fire Dragons,

então acabo treinando ao menos uma vez por semana em time.

Eu participo da Dragons a 3 ou 4 meses. Eu tenho amigos da antiga

line-up deles, e eles acabaram me indicando para o time”.

Tenzou sobre a Fire Dragons

Sobre o Grupo D, Gattuzo conta que não houve grande dificuldade em relação aos adversários. Ele diz que o maior adversário seria a UFSCar Fire, com quem jogaram na etapa qualificatória mas não encontraram no grupo. A rivalidade vem também da rixa declarada contra a Federal de São Carlos, que marca o cenário esportivo das duas universidades. Tenzou conta como foi sua experiência participando do 2º Split.

“Eu participei do 1º Split e eu acho que está mais organizado.

As streams melhoraram bastante, dá pra ver que a galera tá empolgada

com o Torneio e fazendo um negócio bem bacana. Gostei de participar

da primeira vez e estou gostando mais ainda da segunda”.

Tenzou sobre o 2º Split

 

Matheus “Bombach” Bombach, ou “Grinch” na faculdade, e Filipe “Foguinho” Caxias venceram os desafios de sua rotina e se classificaram para as Quartas de Final. Grinch conta que o apelido surgiu no dia de matrícula, em que ele foi pintado inteiro de verde, a cor da AAASE.  Foguinho conta como o conheceu.

“Eu lembro que eu conheci o Grinch quando ele entrou e a gente

não era muito de conversar porque não tínhamos muita coisa em comum.

Ele treinava basquete e comentou que jogava xadrez, mas nada de Hearthstone.

Quando participei do 1º Split do TUES ele veio conversar – ‘ah, eu jogo também!’.

A gente se adicionou e começou a jogar junto”.

Foguinho sobre como conheceu Bombach

Depois de conversar com o amigo, Bombach conta que procurou o diretor de esports da AAASE e disse que queria jogar. Ele foi aceito e, desde então, a dupla mantém contato constante. “O nosso entrosamento está sendo muito bom. Um pede sempre a opinião do outro, isso é muito legal da gente. É uma dupla que deu muito certo”, ressalta Foguinho. Bombach conta que a habilidade dos dois é complementar, e termina:

“Eu gostei muito do entrosamento que estou tendo com o Foguinho,

a gente tem conversado bastante. Chegamos um pouco desacreditados

nos Qualifies: a gente não se conhecia muito, não tinha jogado muito junto,

mas acabamos fazendo ótimos jogos. Conseguimos classificar

para as Quartas então tem sido realmente muito maneiro”.

Bombach sobre sua campanha no Torneio

 

 

Os dragões da UFSCar Fire, Guilherme “Eight” Hiromoto e Bruno “Keichi” Fujiwara, são uma dupla que presa pela estratégia. Eight conheceu Keichi na seletiva para a UFSCar Fire no início do ano, quando Eight competiu o 1º Split do TUES. Neste semestre, eles uniram forças em uma campanha curta, mas à par com a competição. Eles contam que a UFABC Storm foi a sua maior desafiante no Grupo D por conta de sua estratégia, e explicam a importância disso.

“Assistir stream e campeonato é o melhor jeito de treinar: a estratégia é

mais importante do que você jogar bem. Em um torneio todo mundo joga bem,

e o que tiver a melhor estratégia ganha. É o diferencial”.

Eight sobre estratégia em Hearthstone

Nos intervalos de aulas e treinos, Eight e Keichi são abordados por colegas sobre a UFSCar Fire. “Eu uso a camiseta da Fire nas aulas e sempre tem gente que vem perguntar sobre – é muito bacana isso, o ego sobe né (risos)”, conta Keichi. Para Eight, os esports são importantes não só por diversificar a experiência universitária, mas como atrativo para novos alunos, que já estão à procura de universidades que deem importância a isso.

“Eu já vejo no chat do TUES a galera falando ‘eu quero entrar em uma

faculdade que tenha um time de esports’. Ainda mais havendo a possibilidade

da comunidade universitária  disputar campeonatos e levar o nome

da universidade, é importante que se comece a valorizar isso”.

Eight sobre esports nas universidades

 

A UFABC Storm sempre espera o melhor do adversário – e é ai que fecha o tempo. Christopher “Lionheart” Santos e Anderson “SamukaChamp” Cardoso foram atraídos para Hearthstone por reinventar os jogos de cartas. Mesmo antes do Grupo D, a dupla da Storm acompanhou todos as outras partidas da Fase de Grupos, já atenta a seus futuros adversários. No dia a dia, Lionheart e SamukaChamp treinam em campeonatos contra outros membros da UFABC Storm, organizados para ajudar no preparo da dupla.

“O nosso treinamento era jogar muito campeonato entre nós da Storm.

A gente fechava em até oito pessoas, só para pegar o jeito.

Montamos nossa line competindo contra todas as classes,

assim ficamos prontos para tudo”.

Lionheart sobre o treino em grupo na UFABC Storm

O preparo foi árduo e o desafio também: Lionheart conta que ficou surpreso com o nível do Grupo D, e revela qual dupla achou mais desafiante. “A dupla da CAASO foi com certeza a mais desafiante do Grupo”, ele explica. “O Tenzou gosta de jogar com uma line de controle. Eu assisti algumas partidas dele e o cara estava dominando: deck certinho, bateu em todo mundo. Eu considero ele um oponente forte”. SamukaChamp diz que, após a eliminação, fica a vo deu vontade de continuar no campeonato, mas se diz confiante que voltarão em 2018 para conquistar o título.

“Pra mim é sempre importante participar porque a gente ganha experiência

– essa experiência vai se acumular de tal forma que vamos ganhar.

Todo split que a gente participa faz bem pra gente como jogador e para o cenário.

Nós somos pioneiros: nós estamos começando algo para o HS aqui no Brasil e,

pra mim, o fato da gente participar disso é muito importante”.

SamukaChamp sobre o futuro e a importância do cenário

 

Helena Nogueira

Assessoria de Imprensa